February 2008 Archives

mouse-alttab.jpgA única frase que me vem à cabeça é: Como não pensei nisso antes?.

Um pequeno executável automatiza o Alt+Tab, tornando possível que você mude de janela apenas com o mouse. Sem instalação, sem um monte de arquivos, sem raízes brancas (exagerei!).

Para utilizar, você simplesmente segura o botão da esquerda e, sem soltar, pressiona o da direita. Cada vez que você aperta o da direita, é um Alt+Tab. Fantástico!

alttab-mouse.jpg

Ele vem em dois "sabores": AltTab e CtrlAltTab que no Windows Vista mantém a janela aberta se você soltar o botão. Eu prefiro a primeira versão, mas gosto é gosto.

via Lifehacker [via CyberNet]



Links:

phun-physics-fun.jpgNão, não é o que você está pensando. Não se trata de um software chato para Nerds que calcula a correlação entre pontos.

Estou falando do Phun (para os desligados é uma brincadeira com as palavras Fun e Physics), um engine que, a todos os elementos que você desenha são aplicadas as leis da física que regem o nosso universo. O vídeo vale mais que mil palavras:




Se você gostou e começar a criar cenas divertidas, mande para mim. Ah! E deixe comentários também!



Links:

log5j

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log5j-picture.jpgNuma das minhas andanças atrás de novidades, me deparei com o log5j. Primeiramente, pensei que fosse uma atualização do famoso framework para logging ou algum novo framework que trouxesse novidades em relação ao já famigerado log4j.

Na verdade, não é nada disso. Trata-se apenas de um face-lift para o log4j, trazendo uma implementação mais atual. Esta biblioteca - que, diga-se de passagem, só tem uma classe - tem dois principais objetivos:

Permitir logs no estilo do comando printf:

Antes:
log.error(
   "Houve um erro: " + foo + 
   " por causa disso: " + bar + 
   " nisso: " + car );
Depois:
log.error(
   "Houve um erro: %s por causa disso: %s nisso: %s", 
   foo, bar, car);
Além de prováveis ganhos de performance, acredito que o código fique bem mais limpo.

Acabar com o inconveniente Logger.getLogger(NomeDaClasse.class):

Antes:
private static final Logger log = 
   Logger.getLogger(NomeDaClasse.class);
Depois:
private static final Logger log = new Logger();
E é isso, simples assim... Eu gostei bastante porque é extremamente simples e despretensioso, mas agrega duas funcionalidades que há tempos eu gostaria de ver no Log4J.

Vocês acham que vale a pena usar essa lib? Porque? Mandem comentários!



Links:
lightweight-1.jpg Poucas pessoas sabem, mas a versão 6 do JDK da Sun vem com um HttpServer light nativo. Não é necessário mais escrever http sobre socket ou utilizar alguma biblioteca externa. Mas atenção: esta classe está em um pacote da sun e não há garantias que outras implementações java terão estas classes.

De qualquer forma, é muito fácil utilizar a classe para resolver problemas onde seja necessário um HttpServer out-of-the-box.

Tudo o que deve ser feito é criar uma nova instância da classe HttpServer (pacote com.sun.net.httpserver) através do método estático create, passando o IP e a porta aos quais o servidor irá ouvir, além do backlog, que é o tamanho da fila que o servidor irá armazenar com requests que estão esperando para serem atendidos.
HttpServer server = 
	HttpServer.create(new InetSocketAddress(8088), 0);
Depois disso, você deve criar uma classe que implemente a interface HttpHandler para atender suas requisições. Nela é colocada a regra de negócio do que deve ser feito e o que deve ser respondido ao cliente.

A cada novo request, o método handle é chamado, tendo um HttpExchange como parâmetro. Esta classe tem uma série de propriedades que facilitam a interação com o servidor.

Por fim, você deve criar um contexto no qual este handler irá ser utilizado. O contexto nada mais é do que uma espécie de virtual folder para sua URL. Por exemplo, se você utilizar o contexto "/exemplo", o handler irá responder quaisquer requisições para http://seuservidor:8088/exemplo (incluindo arquivos dentro desta pasta, parâmetros e sub-pastas). Veja este exemplo:
public static void main(String[] args) throws IOException {
	// cria um novo servidor que vai ouvir a porta 8088 local
	HttpServer server = 
		HttpServer.create(new InetSocketAddress(8088), 0);

	// cria um contexto com um HttpHandler dinâmico
	server.createContext("/exemplo", new HttpHandler() {

		@Override
		public void handle(HttpExchange xchg) 
			throws IOException {

			// corpo da resposta
			StringBuffer response = new StringBuffer();

			// o corpo da resposta será apenas uma indicação
			// de qual foi o método do request (GET / POST)
			response.append("<html><body>");
			response.append("Request method: ");
			response.append(xchg.getRequestMethod());
			response.append("</body></html>");

			// envia uma resposta de código 200 (OK) para 
			// o cliente e com o Content-Length, que é o 
			// tamanho da resposta
			xchg.sendResponseHeaders(200, response.length());
			
			// recupera o stream de saída
			OutputStream os = xchg.getResponseBody();
			// imprime nele a resposta
			os.write(response.toString().getBytes());
			// e fecha o stream (com try..finally talvez?)
			os.close();
		}
		
	});
	
	// por fim inicializamos o servidor
	server.start();
}
Se você rodar esta classe e apontar seu servidor para o endereço mencionado, você vai ver a mensagem conforme abaixo:

httpserver-screenshot.jpg Porém se você for mais além, e tentar abrir várias requisições em paralelo, verá que a aplicação começará a responder de forma bem lenta. Para resolver o problema, precisamos criar uma thread para cada requisição. No meu caso criei uma classe que estende thread para atender cada uma das requisições:
public class HandleThread extends Thread {
    public HttpExchange xchg;
    
    public HandleThread(HttpExchange xchg) {
        this.xchg = xchg;
    }
    
    @Override
    public void run() {            
        try {
            // corpo da resposta
            StringBuffer response = new StringBuffer();

            // o corpo da resposta será apenas uma indicação
            // de qual foi o método do request (GET / POST)
            response.append("<html><body>");
            response.append("Request thread: ");
            response.append(Thread.currentThread().getId());
            response.append("</body></html>");

	    // o resto continua igual (...)
        }
        catch (Throwable t) {
            t.printStackTrace();
        }
    }
}
Finalmente, alteramos a classe principal para criar uma thread a cada nova requisição:
// (...)
// cria um contexto com um HttpHandler dinâmico
server.createContext("/echo", new HttpHandler() {

    @Override
    public void handle(HttpExchange xchg) throws IOException {
        HandleThread ht = new HandleThread(xchg);
        ht.start();
    }
    
});
// (...)
Vale a pena salientar que existe suporte nas APIs também a HTTPS (veja Javadoc nos links abaixo).

Estes exemplos têm apenas um caráter didático. Em uma aplicação séria, não seriam criadas threads a esmo: usaríamos um pool de threads e técnicas mais apuradas para controle de requisições.

Mas acho que a idéia era esta: dar um apanhado geral de como usar estas novas classes, oferecidas pelo JDK 6.

Aguardo seus comentários sobre o que você pensa destas idéias.



Links:
Você acha que seu mouse é ergonômico? Pense novamente:lite-on-technology-mouldable-mouse.jpg Este mouse foi o vencedor do Red Dot Design Award. O Moudable Mouse (ou Mouse Moudável) é feito de massa de modelar, coberto com um tecido de nylon e poliuretano. Em sua base, feita de PC/ABS recicláveis contendo o Circuito Impresso, o laser ótico e as pilhas.


powernap-option2.jpg

Soneca poderosa parece coisa de português, não é? Mas não é nada disso, leia o artigo abaixo para algumas dicas para recarregar as baterias durante o dia.

Muito já foi falado dos benefícios de dormir por um curto intervalo de tempo após o almoço para recuperar a energia e estimular o cérebro. Se você lê blogs de produtividade em geral, existem muitos conselhos para recuperar a energia durante um dia de trabalho.

Não estamos falando das siestas, que duram horas. Esta "dormidinha" é conhecida como power naps, cochiladas poderosas ou - muito melhor - só soneca.

Segundo seus defensores, estas sonecas reduzem o stress, aumentam a produtividade, melhoram a memória e a concentração, entre outras maravilhas. 

Para os que ainda não ouviram falar desta técnica, ela consiste em dormir de 20 a 30 minutos, acordando antes que comece a fase de sono profundo.

Eu confesso que já usei esta técnica algumas vezes, favorecido pelo fato de trabalhar em regime Home Office. Os resultados foram diferentes, sendo que os melhores foram obtidos quando usei uma variação da Power Nap, que fiquei conhecendo através de um artigo no blog lifehacker.com chamado de caffeine nap.

Segue uma descrição, traduzida direto to artigo:

"A Caffeine Nap é bem simples.  Você deve tomar uma xícara de café e tirar uma soneca de 15 minutos imediatamente.  Pesquisadores descobriram que o café ajuda a liberar seu corpo da adenosina, uma substância que te faz ficar sonolento.  Em alguns testes, uma combinação de uma xícara de café com uma tentativa imediata de adormecer deixou um maior estado de alerta por um maior período de tempo.  A recomendação é de dormir apenas 15 minutos, não mais nem menos.  E você deve deitar e tentar dormir imediatamente após tomar o café."
Eu aconselho que você experimente primeiro a cochilada tradicional, de 20 a 30 minutos, ainda mas se você não bebe café costumeiramente. Se achar que não está sendo o ideal, parta para a versão cafeinada.

E você, qual a sua técnica para agüentar o dia-a-dia e recarregar as baterias? Deixe seu comentário!



Alguns artigos relacionados:



text.jpgUma coisa que eu sempre gostei de trabalhar é com conversão de dados. Sempre achei desafiador pegar dados em um formato proprietário de uma aplicação e tranformá-lo em algo interessante para outra aplicação.

Durante minha carreira como Analista Desenvolvedor, já participei de diversas migrações de dados, já criei softwares para automação de conversão de interfaces, já utilizei toolkits prontos, como o Data Transformation Services do MS SQL.

Foi esta experiência que me levou a conhecer um excepcional toolkit para importar, exportar e trabalhar com arquivos texto, mais conhecidos como flat files. Trata-se do FileHelpers, escrito pelo argentino Marcos Meli. O toolkit se aproveita de annotations para descrever o arquivo e transformá-lo de texto para um objeto ou vice-versa. O grande problema, para mim, deste toolkit é que ele está escrito em C# e eu utilizo Java no meu dia-a-dia. Então veio a idéia de fazer um port desta biblioteca. Nasceu então o JFileHelpers. A idéia inicial é ter as mesmas funcionalidades do FileHelpers, em Java.

Mas chega de lero-lero, vamos às funcionalidades. Veja que interessante como fica um bean anotado pelo JFileHelpers:
@FixedLengthRecord()
public class Customer {
	@FieldFixedLength(4)
	public Integer custId;

	@FieldAlign(alignMode=AlignMode.Right)
	@FieldFixedLength(20)
	public String name;

	@FieldFixedLength(3)
	public Integer rating;

	@FieldTrim(trimMode=TrimMode.Right)
	@FieldFixedLength(10)
	@FieldConverter(converter = ConverterKind.Date, 
		format = "dd-MM-yyyy")
	public Date addedDate;
	
	@FieldFixedLength(3)
	@FieldOptional
	public String stockSimbol;	
}

Neste exemplo, estamos trabalhando com um arquivo de texto com delimitação, por exemplo:

1   Antonio Pereira     10012-12-1978ABC
2   Felipe Coury          201-01-2007
3   Anderson Polga       4212-11-2007DEF

Tudo o que é necessário fazer, para ler este arquivo seria:
FileHelperEngine<Customer> engine = 
	new FileHelperEngine<Customer>(Customer.class);	
List<Customer> customers = 
	new ArrayList<Customer>();

customers = engine.readResource(
	"/samples/customers-fixed.txt");

E voilá: você tem um um ArrayList devidamente preenchido com objetos do tipo Customers, com todas as regras que você definiu. Note que a conversão do campo addedDate foi feita de forma transparente, usando as anotações de formatação:
@FieldTrim(trimMode=TrimMode.Right)
@FieldFixedLength(10)
@FieldConverter(converter = ConverterKind.Date, 
	format = "dd-MM-yyyy")
public Date addedDate;

Além destas funcionalidades, o JFileHelpers permite que você faça o caminho inverso, ou seja, se você tem objetos anotados, ele pode fazer a persistência de forma extremamente fácil, veja no nosso exemplo:
O arquivo para este exemplo ficaria:

   2        Felipe Coury  201-01-2007   
   3      Anderson Polga 8212-11-2007APR

Isto é apenas o começo. Existem muito mais funcionalidades fantásticas no JFileHelpers (como por exemplo, trabalhar com arquivos delimitados, entre outros). Porém, sou suspeito para falar porque sou o pai da criança. Então sugiro que, se você quiser fazer alguns testes e conhecer melhor esta biblioteca, faça o download dos binários dos arquivos fontes.

Agora, se você se empolgar e quiser contribuir para o projeto, entre na página do SourceForge e cadastre-se como desenvolvedor, você será muito bem vindo. Em caso de dúvidas, entre em contato comigo, que eu terei prazer em ajudar.



Links:
unix.jpg Quantas vezes você, depois de algumas sessões em um servidor remoto, via SSH ou algo parecido, se pegou digitando tail -f SystemOut.log ou coisa parecida? Ainda sente falta do grep na linha de comando? Normalmente, o que poderia ser feito era instalar o Cygwin, e daí usar os comandos.

Poderia, porque agora é possível utilizar todos aqueles comandos de Linux / Unix, sem maiores pré-requisitos. Faça o download do UnxUtils e acabe com a sua frustração.

UnxUtils | via Lifehacker
intimidacao-verbal.jpgPoucos são os sortudos que nunca tiveram que se reportar a um chefe histérico, profundo admirador da arte da intimidação, defensor árduo do lema de que empregado sob pressão trabalha melhor.

Até aí, tudo bem. O problema começa quando você se vê em uma discussão onde fica difícil até recuperar o fôlego, ficando extremamente difícil retrucar um por um todos os pontos que são jogados na sua cara, como se fosse uma metralhadora.

Acredite: existe uma saída. Se você conhecer as armas da outra parte e tiver a consciência (a porque não a coragem) de se manter calmo e centrado, você pode revidar. Pode não, deve. Neste artigo, vou tentar mostrar algumas armas utilizadas por estas pessoas, e como invertê-las, transformando-as em armas a seu favor.

Segue abaixo uma compilação inspirada em um artigo que li no excelente Blog de Jay Morrisey. Para começar no clima, vou traduzir a primeira frase de seu artigo: "Olho por olho faria todo mundo ficar cego, mas eu prefiro ser cego do que ver um covarde no espelho". É bem por aí.

Intimidação Verbal

A intimidação verbal é a melhor arma de um covarde, em um mundo onde a violência física é cada vez menor. Este tipo de intimidação é a mais usada por advogados, grandes rivais em grandes empresas, policiais e... chefes!

Técnicas de Intimidação

Cada técnica empregada por quem está tentando intimidar tem sempre um só objetivo: tirar o poder de você. Existe um espírito de batalhador em cada um de nós, é esse espírito que nos faz acordar de manhã e enfrentar o mundo. O intimidador tenta, de todas as formas, tirar este poder de você, seja deixando você nervoso, duvidando de si mesmo ou até fazendo você engasgar enquanto fala.

Seu objetivo então deve também ser um só: nunca entregar seu poder. Você vai sempre conseguir mantê-lo se permanecer calmo, confiante e principalmente, equipado com as respostas aqui mostradas.

Interrupção

Ao usar esta técnica, o intimidador faz uma pergunta, e imediatamente corta sua resposta. O resultado é que o alvo fica sem espaço para se explicar, ficando com medo do que pode ser a próxima questão. O medo de ser mal-interpretado gera a ansiedade e o nervosismo, muitas vezes fazendo a vítima se sentir pequena e tomando assim sua confiança para revidar.

Sua Defesa - Diminuir o Ritmo

Se alguém tentar cortar suas respostas, faça uma pausa e responda de forma bem educada:

Eu vou responder sua próxima pergunta assim que eu estiver terminado esta.

Talvez você receba uma resposta do tipo "A gente já passou dessa", ou algo similar. Você deve responder de forma confiante:

Não vamos sim passar desta, assim que eu terminar de responder.
É extremamente importante que você responda de forma calma e usando um tom que não expresse emoção. Não fique com medo de responder assim. Seu objetivo é tirar o poder do intimidador. Ele vai tentar retomar o controle da conversa, tentando novamente te interromper. Você deve sempre tentar diminuir o ritmo da conversa. Insista sempre em dizer "Eu ainda não terminei" em toda tentativa de interrupção.

Gritar

Grandes gerentes de cabeça quente podem algumas vezes se sentirem como verdadeiros deuses nos seus ambientes de trabalho. Além de ter criado o escritório em 7 dias, eles gritam com empregados como se fossem crianças. Não deixe que isso acontece com você. Existem apenas duas pessoas que têm o direito de te tratar assim: seu pai e sua mãe.

Se você permitir que gritem com você, ou tentar entrar numa disputa de gritos, pronto! Seu intimidador tomou seu poder e alcançou seu objetivo.

Sua Defesa - Humilhação Súbita

Embora isso pareça um pouco contra-producente para sua carreira, você deve imprimir uma forma de humilhação súbita. Na verdade, você precisa humilhar quem está te atacando mantendo a calma e fazendo-os parecer um dramalhão. Uma situação descrita no blog que usei como referência, ilustra bem este cenário: um empregado que foi atacado verbalmente por um alto gerente. Enquanto o gerente aumentava sua voz para declarar seu domínio, o empregado dizia:

Entendo sua preocupação, embora eu realmente ache que você está sendo muito emocional agora. Vamos discutir isso quando você conseguir se acalmar.
A raiva nos olhos do gerente aumentou umas dez vezes. Numa tentativa desesperada de parecer dominante, ele aumentou ainda mais sua voz e respondeu:

De jeito nenhum! Estamos discutindo isso agora!
Foi quando o empregado se levantou e respondeu, em um tom bem leve e calmo:

Eu vou conversar com você, mas não vou deixar que você grite comigo. Você é meu chefe e eu lhe respeito, mas você não é minha mãe.
Este empregado conseguiu manter seu poder e reverteu o efeito do agressor. Num esforço para manter o controle da situação, o gerente ficou parecendo muito emocional. O controle então foi transferido para o empregado, que depois tomou o cargo de gerente depois de seis meses. Assim como no Judô, use o poder e peso do agressor contra ele mesmo.

Enxurrada de Informações

Este tática é normalmente utilizada por grandes advogados na tentativa de obter um acordo intimidando um membro do público. Ao inundar a vítima com jargão e documentos técnicos, referências a leis, a vítima se sente perdida e tem uma sensação de estar se afogando.Os advogados que praticam esta técnica têm total conhecimento que membros do público em geral não entendem as referências e precedentes. Eles não estão tentando ser informativos, apenas intimidar. Ao te fazer sentir perdido, você está muito mais suscetível a cooperar com suas intenções. NÃO permita que alguém lhe faça sentir assim.

Sua Defesa - Curiosidade Ingênua

Curiosidade ingênuo é quando você fica entusiasmado em aprender algo novo. Esta atitude vai fazer seu intimidador ficar maluco. Seu objetivo é deixá-los explicar tudo pra você, e parecer extremamente faminto em aprender. Ele está tentando te ameaçar, mas você age como uma criança que está aprendendo a jogar cartas. Você está sorridente, atento e fazendo várias perguntas. Enquanto ele joga suas leis, você sorri, concorda e os faz explicar cada pequeno detalhe. Trate isso como edução de escola. Não entregue seu poder. Enquanto você manter sua confiança, você já tem um vantagem.

A Isca

Assim como na pesca, a isca é usada para te atrair para um ataque inesperado. O objetivo do intimidador aqui é jogar frases que lhe acuse ou te machuque de alguma forma, dentro de uma conversa inocente que você está tendo, para te atrair. Um exemplo:

Olá Sofia, sei que você está extremamente ocupada, mas eu preciso deste relatório para amanhã antes do almoço. Esse é tão simples que acho que até você consegue! Obrigado.
A isca é o "até você". Se a Sofia for como a maioria das pessoas, ela vai morder a isca e responder algo como:

O que você quer dizer com "até eu consigo"? Eu trabalho aqui todo dia por 8 anos e...
Sua Defesa - Ignorar a Isca

Sofia mordeu a isca, e agora ela está justificando sua existência para o intimidador. Para esta justificativa, ele poderia apenas responder: "não precisa exagerar". E assim, Sofia já perdeu seu poder na conversa. O objetivo dela (e seu também) deve ser NÃO morder a isca. Ignore. Faça de conta que você nem ouviu.

Isso vai fazer o intimidador desistir. Você não deu a ele a resposta que ele tanto esperava. Você não tem mais que se explicar.

Se alguém te jogar uma isca, esta pessoa está querendo que você fique preocupada e descontrolada emocionalmente - e as vezes se passar por tolo. Apenas responda, ignorando solenemente a isca. Se você repetir este processo com pessoas que o usam este artifício rotineiramente, eles vão parar de uma vez por todas.

Conclusão

A lição é simples: ou você aprende a regra do jogo, ou nunca conseguirá mudar as coisas. Jogue com as armas do seu oponente. O esperto não é aquele que responde de forma animal, esperto é aquele que usa de artifícios inteligentes para superar problemas. O poder é seu, não deixe que o tirem de você.


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